Dia do Porteiro

Porteiros são cartões de visita em edifícios

Hoje, 09 de junho, é comemorado o Dia do Porteiro, data que merece ser lembrada pela dedicação e desempenho do profissional

Se quem mora em condomínio for parar para pensar quantas vezes por dia encontra o porteiro, de certo verá que não são poucas. Ao entrar e ao sair do prédio é inevitável não passar por eles, tanto que o papel que o porteiro desempenha na vida dos condôminos ultrapassa a função de vigia. É o caso de Dorival Savoldi, que trabalha há 35 anos na portaria do mesmo prédio, segundo conta, e acompanhou o crescimento de muitos moradores. "Tem gente aqui que eu conheci com 8 anos e hoje tem 43, cuido deles como se fossem da minha família."


Hoje, 9 de junho, é comemorado o Dia do Porteiro, uma profissão que não desaparecerá tão cedo, devido ao número crescente de condomínios, face ao aumento de casos de violência. Desde modo, fica sob a responsabilidade do serviço de portaria a intermediação do contato entre os condôminos e os que vêm de fora. Assim confirma José Santana de Souza, porteiro de um prédio na área central de Rio Claro: "atendo o interfone e cuido da entrada e saída de pessoas, se algum morador não quiser atender o visitante, eu trato de justificar".


Por estar sempre em contato com as pessoas, o profissional que cuida da portaria necessita ter bom controle emocional. Como explica Marcos Rosse, gerente de operações de uma empresa especializada em formação de vigilantes, "o porteiro deve ter capacidade de acalmar as pessoas exaltadas através do diálogo e da contra-argumentação consciente e bem fundamentada nos fatos".


Dorival Savoldi já passou por momentos alegres e tristes no exercício da função e explica que o melhor a se fazer é tratar todos com respeito. "Eu faço brincadeiras só com os moradores com quem já tenho certa liberdade." Nilson Vales, que trabalha no mesmo prédio que Dorival há 19 anos e gosta da profissão, acha necessário relevar algumas coisas. "Sinto-me bem aqui, é claro que em certas circunstâncias temos que saber tocar o barco."


Além de controlar o fluxo de pessoas, também cabe ao porteiro ficar atento ao que acontece ao redor do prédio. Nilson Vales afirma que nunca passou por uma situação de perigo. "Aqui não tem violência, nunca houve assalto e espero que continue assim." No entanto, Marcos Rosse ressalta que, "pelas portarias de edifícios e empresas, infelizmente ocorre hoje o maior número de assaltos, seqüestros e furtos, com graves consequências para as pessoas que trabalham nesses locais". Deste modo, Marcos Rosse recomenda que os porteiros aperfeiçoem as técnicas de atendimento, conforme explica, "fazendo das relações humanas e das atitudes preventivas as suas melhores ferramentas."