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Tramita pela Câmara Projeto de Lei, do deputado Vicentinho - PT-SP, que autoriza os condomínios a contratarem como empregado um síndico que não seja um dos condôminos. Na proposta ainda destaca-se que a assembleia irá resolver de que maneira o profissional será contratado e qual será a remuneração.
A moradora salienta que para ser síndico tem que ter tempo e comprometimento, atributos que não se cumprem em horário comercial. Maraisa destaca que não vê necessidade da regulamentação da atividade. Para ela, quem se propõe ser síndico sabe das responsabilidades que irá ter e executa suas obrigações com vontade e dedicação, afinal, os síndicos cuidam de um bem que também é seu. Das 7h às 18h Como síndica e moradora do edifício, Maraisa explica que está sempre por dentro do que está acontecendo no prédio. Antes de sair para trabalhar conversa com os porteiros e dá as instruções do dia, processo que se repete às 18horas, quando retorna para seu apartamento e caso necessário pode se estender para qualquer hora do dia ou da noite. Outro fator de extrema importância para Maraisa é o fato de o síndico ser proprietário do apartamento em que reside e não apenas inquilino. A síndica se justifica, explicando que quem é proprietário cuida do condomínio como seu patrimônio e quem, porventura, exercer a função e for inquilino ou até funcionário, não terá o mesmo compromisso e dedicação. Moradora A aposentada Cleides Chaves, 60 anos, que há um mês mora em uma casa, porém morou durante anos em edifícios, explica que o morador tem que ter confiança no síndico e saber onde encontrá-lo, seja de dia ou de noite. “Eu não vejo com bons olhos que o síndico seja um funcionário. Ele tem de morar no prédio, se não do que irá adiantar?”, questionou. A aposentada lembra que o cargo exige muita confiança e dedicação. Para ela, outro ponto determinante seria a cobrança em cima deste profissional, por parte dos condôminos. “Se os síndicos já sofrem diversas cobranças e ainda estão sendo sempre lembrados, que devido a função não pagam condomínio, imagine só se ele tiver um salário. Os moradores vão querer o coro dele”, brincou a aposentada. Fonte: Jornal O Regional - Fernanda Albano |