Condôminos serão chamados

Grasielle Castro


Os moradores dos cinco condomínios que fazem parte da Etapa II do Jardim Botânico devem receber em breve uma novidade. De acordo com a Terracap, o edital de convocação para que os ocupantes optem pela venda direta pode sair esta semana. Falta apenas que o parcelamento seja registrado em cartório.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Terracap, o registro do parcelamento já foi encaminhado para o cartório. Assim que o edital foi divulgado, os moradores terão 30 dias para manifestar interesse em participar da venda direta. Os preços dos lotes dos cinco condomínios – Mirante das Paineiras, Parque Jardim das Paineiras, Jardim Botânico I, Jardim Botânico VI e a segunda parte do condomínio Estância Jardim Botânico – variam entre R$ 55 mil e R$ 107 mil.

Apesar da rapidez prometida pela Terracap, o gerente de Regularização de Condomínios, Paulo Serejo, destaca que esse processo pode ser um pouco mais longo. "Para que o registro seja feito, ainda falta que o Ibama libere a licença ambiental", destaca.

Para Junia Bittencourt, presidente da União dos Condomínios Horizontais e Associação de Moradores no DF (Unica), a decisão da Terracap, de anunciar a venda da Etapa II antes da conclusão da perícia sobre a posse da terra, é precipitada. "Essa é uma situação que causa desconforto porque os moradores acreditam que a terra é privada e a Terracap afirma ter certeza de que é pública", alerta.

Ela diz que, se a Terracap tentar registrar o parcelamento antes da conclusão da perícia, os moradores irão tentar impugnar o registro. "E essa briga pode ser estender por pelo menos mais um ano", acredita.

O resultado da perícia também é aguardado por quem optou pela venda direta dos lotes da Etapa I da regularização. Junia conta que muitas pessoas fizeram o depósito do pagamento em juízo e agora aguardam decisão judicial. "Quando uma pessoa faz isso, o juiz vai atrás para saber em que poderia haver alguma irregularidade. E tem gente que tá esperando a decisão do juiz e, por isso, não foi buscar a escritura do terreno. A pessoa sabe que tem que pagar mais e, como espera receber o dinheiro do lote de volta, não quer mais conta", alega