Situação crítica

Mapa da Defesa Civil aponta 17 áreas de risco no DF

Das 105 famílias que viviam na área mais crítica, 40 já desocuparam o local. As outras continuam sendo cadastradas.

“A Secretaria de Ação Social está oferecendo dois meses de aluguel e toda a estrutura que for necessária durante esse tempo. A Secretaria de Habitação (Seduma) oferece também lote na Samambaia para famílias da área de risco”, diz a dona-de-casa Patrícia Francisca da Silva.

As casas da QNR 05 da Ceilândia também estão em área de risco. Não tem asfalto, esgoto e energia elétrica. Com a chuva, correm o risco de serem alagadas, destelhadas ou de desabamento.

“Quando chove, desce muita água aqui”, conta um senhor. “É muito perigoso para as crianças, que podem cair e se afogar”, reclama uma moça.

Outro perigo que vem junto com a água da chuva é o lixo, que se acumula no fim das ruas. Segundo a Defesa Civil, a sujeira na água pode levar doenças e contaminar, principalmente, as crianças.

Além da Fercal e da QNR-05, na Ceilândia, a Defesa Civil mapeou outras 13 áreas de risco. Entre elas, Samambaia, Estrutural, Varjão e São Sebastião. Outras duas áreas estão sendo incluídas no mapa - os condomínios Pôr do Sol e Sol Nascente, também na Ceilândia.

O governador, José Roberto Arruda, garante que ninguém ficará desabrigado. “Às famílias de baixa renda que residem nessas áreas de risco, ainda que a ocupação tenha sido irregular, o governo dará todo o apoio à retirada delas. Além de albergá-las de maneira digna, e de pagar o aluguel pra quem for o caso. Depois, pra construção definitiva em áreas próprias”.