HABITAÇÃO Onze anos de espera Cooperativas que comercializaram imóveis em Águas Claras nos anos 1990 levam mais de uma década para concluir obras, que deveriam durar três anos. Em tempos de boom imobiliário, todo cuidado é pouco Edna Simão Da equipe do Correio Em momento de forte aquecimento da construção civil em Águas Claras, toda cautela é bem-vinda para não cair em uma armadilha na hora de adquirir um imóvel na planta. Brasilienses que entraram em cooperativas habitacionais, na década de 1990, para realizar o sonho da casa própria aguardam, até hoje, pela entrega das chaves. Em média, um edifício bem administrado fica pronto em, no máximo, 36 meses. As justificativas para os atrasos vão desde a má administração até o aumento do número de calotes. Pesquisar o histórico da construtora na Organização de Cooperativas do Distrito Federal. Informações pelo telefone (61) 3325-5500 ou no site www.brasilcooperativo.coop.br
Consultar se existem reclamações no Procon
Pesquisar se existem processos contra a cooperativa no Tribunal de Justiça
Analisar de forma detalhada o estatuto social da cooperativa antes de fechar o negócio
Participar das assembléias para acompanhar o andamento das obras
Submeter o estatuto social à análise de um advogado especializado e de confiança
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Memória Falhas em construtoras As cooperativas não são as únicas que causam dores de cabeça aos mutuários de Águas Claras. Recentemente, o Correio divulgou que os compradores de apartamentos do Residencial Morada do Parque e do Edifício Coliseum Residence aguardam há anos pela finalização das obras e, por isso, entraram com ações na Justiça. No caso do Residencial Morada do Parque, a novela começou há cinco anos. O contrato previa a conclusão de duas torres, com 112 apartamentos cada, até dezembro de 2005, sendo admitido um atraso de seis meses. Após muita pressão, os mutuários da torre ‘A' foram contemplados. Já os da torre ‘B' esperam até hoje. Cansados, os prejudicados criaram, neste ano, a Associação dos Adquirentes do Empreendimento Morada do Parque (AAMP). O objetivo é de cobrar a finalização da obra do consórcio composto pelas empresas WRJ Engenharia e Mosaico Investimentos, Consultoria e Negócios Imobiliários. Um acordo prevê a entrega dos apartamentos em novembro. Segundo o advogado Geraldo Tardin, um dos casos mais graves é o do Edifício Coliseum Residence. Ele impetrou duas ações contra a Dominium Empreendimentos Imobiliários e Construções, responsável pela obra. Pelo projeto, o prédio terá 18 andares com duas torres. A primeira deveria ter sido entregue em 2006, mas apenas cinco andares foram construídos e o empreendimento está parado. O diretor da Dominium Construtora, Saulo Lúcio de Oliveira, informou que as obras seriam retomadas neste mês, com entrega em dezembro de 2009. (ES) |