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Apropriação de área verde e tentativa de homicídio. Estas são as acusações que pesam contra o defensor público Alberto Macedo São Pedro, morador do residencial Bosque dos Ipês, nas proximidades do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran/MT). Por conta do muro construído na área comum a outros 192 moradores, ele chegou a agredir o segurança do condomínio, ameaçando jogar o carro contra ele, segundo boletim de ocorrência registrado no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) Verdão. O residencial é destinado a funcionários públicos estaduais. Cada casa tem 82 metros quadrados de área construída e não é proibida a ampliação, segundo informações da construtora Tocantins, responsável pelo empreendimento. Entretanto, a empresa alerta que elas devem ser feitas dentro da área limite de cada terreno e que a responsabilidade pela gestão é da associação de moradores do residencial. Para ter o projeto aprovado pela prefeitura e a autorização para construir, foram previstas áreas verdes dentro do residencial, destinadas ao uso comum. Uma delas, está localizada ao lado da casa do defensor. "Ele foi construindo e como não havia definição de quem seria o síndico, nada foi feito. Quando assustaram, o muro já estava pronto", afirmou o segurança Valdinei Alves da Cunha. O muro está pronto desde novembro do ano passado, segundo a construtora. Em meados de fevereiro, Valdinei foi orientado pela direção do condomínio a não autorizar a entrada do portão encomendado por Alberto Macedo. "Comuniquei o fato à caminhonete que veio fazer a entrega, que ele não poderia entrar, e mesmo assim o defensor gritou e falou para passar por cima de mim. Tive que sair correndo para não ser atropelado", afirmou Valdinei. A arquiteta responsável pela fiscalização das obras no residencial viu a situação e registrou o boletim de ocorrência. Segundo o síndico interino, Valdir Leite Cardoso, a arquiteta tentou conversar várias vezes com o defensor, mas ele teria afirmado que não derrubaria o muro. "Ele alega ter construído para preservar a segurança, por que não queria que nada fosse levantado ali ao lado, mas não é assim que as coisas se resolvem. Imagine se todo mundo se achasse no direito de levantar um muro para garantir segurança?". Até o fechamento desta edição o nome do novo síndico, que seria eleito na noite de ontem, ainda não havia sido definido. Fonte: A Gazeta |