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Terracap definirá preços das projeções do Setor Noroeste até o fim da semana

Publicação: 26/08/2008 08:11 Atualização: 26/08/2008 08:28 Até o fim da semana, a diretoria comercial da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) conclui o estudo que definirá quanto vai custar cada uma das projeções do Setor Noroeste, que começará a ser licitado no mês que vem. As condições da concorrência pública estão praticamente estabelecidas, só falta o preço. A estatal criou uma comissão para fazer a avaliação do terreno de 825 hectares onde será erguido o novo bairro destinado à classe média alta brasiliense. Os preços são mantidos sob sigilo, mas, quem quiser morar no último terreno disponível na área tombada de Brasília, deve preparar o bolso. Cada projeção vai sair entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões para as construtoras. Assim, os interessados em comprar um imóvel de 100 metros quadrados no local dificilmente desembolsarão menos de R$ 600 mil. A expectativa do setor imobiliário é que o metro quadrado do Noroeste custe R$ 6 mil.

O Noroeste terá um padrão parecido com o do Sudoeste e das asas Sul e Norte. Como fica na área tombada, os edifícios deverão respeitar o limite de seis pavimentos erguidos sobre pilotis. Mas ao contrário do Sudoeste, o setor não terá área econômica, onde são ofertados apartamentos menores e mais baratos. Até o fim do ano, a Terracap quer vender 55 projeções — o equivalente a cinco quadras. Cada terreno tem mil metros quadrados, mas as construtoras podem ocupá-lo como quiserem. Não há padrão estabelecido para o tamanho e a quantidade de apartamentos.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi), Adalberto Valadão, acredita que os primeiros prédios devem ter apartamentos de três ou quatro quartos. “Atualmente, há uma demanda reprimida por imóveis para a classe alta, que quer apartamentos maiores e mais confortáveis. Depois das primeiras vendas, o mercado vai se adaptar ao que a população pedir”, explica. Segundo ele, o preço estimado para a venda de cada projeção chega a ser três vezes mais alto que o dos terrenos de tamanhos equivalentes em Águas Claras, que custam R$ 4 milhões. “O mercado espera que o preço seja menor que R$ 10 milhões porque a área ainda não estará formada, não há nenhuma infra-estrutura no local”, afirma.


Apartamentos na planta
O corretor de imóveis Leonel Alves, conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e especialista em venda de novos empreendimentos, avisa: quem quiser morar ou investir no Noroeste deve comprar logo as primeiras unidades colocadas à venda. Segundo ele, depois que um imóvel vendido na planta fica pronto, tem uma valorização de 30% a 35%. “Os primeiros prédios deverão ser entregues em 30 meses e a infra-estrutura completa do bairro deve demorar cinco anos para ficar pronta. Por isso, o preço será de R$ 6 mil. Quando o Noroeste estiver urbanizado, será ainda maior”, diz.

Leonel conta que, há três meses, um novo empreendimento foi lançado no Sudoeste e os valores estão a R$ 10 mil por metro quadrado. Na 116 Norte, um prédio que será entregue em dezembro do ano que vem está com 70% dos apartamentos vendidos, e quem comprou um imóvel no local, pagou uma média de R$ 7,5 mil por metro quadrado. Segundo ele, há quitinetes prestes a serem lançadas no Sudoeste a um preço de R$ 6 mil por metro quadrado. “Os imóveis no Plano Piloto têm uma valorização muito rápida porque a demanda de pessoas querendo morar no centro da cidade é muito grande. Em 2001, vendíamos apartamentos novos no Sudoeste por R$ 1,8 mil o metro quadrado. Em sete anos, o preço subiu para R$ 10 mil o metro quadrado”, lembra.

O Setor Noroeste tem até endereço. As quadras residenciais serão precedidas pela sigla SQNW (Superquadra Noroeste) e as comerciais serão CLNW (Comércio Local Noroeste) e CRNW (Comércio Regional Noroeste). O bairro nasce valorizado porque será o primeiro conjunto habitacional verde do país. A construção dos prédios deverá obedecer a conceitos ecologicamente corretos, como redução de custos de energia elétrica, reaproveitamento de água da chuva e estímulo ao uso de energia solar. As construções usarão painéis solares e as calçadas, ciclovias e estacionamentos serão construídos com material permeável para facilitar a absorção da água pelo solo.

Toda a preocupação ambiental se deve ao fato de o bairro ser vizinho ao Parque Nacional de Brasília e ao Burle Marx, que será integrado ao Noroeste. Apenas uma via interna, sem grande fluxo de veículos, vai separar os prédios do parque. Ao todo, serão 20 quadras, todas voltadas para o Burle Marx, com 220 blocos residenciais e 122 comerciais. A Terracap quer lançar o edital de licitação das primeiras projeções no começo do mês que vem, assim que conseguir o registro imobiliário da área. O processo está no Cartório do 2º Ofício de Registro de Imóveis do DF, que tem até 4 de setembro para analisar se a documentação entregue pela estatal está completa.

Publicação: 26/08/2008 08:11 Atualização: 26/08/2008 08:28 Até o fim da semana, a diretoria comercial da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) conclui o estudo que definirá quanto vai custar cada uma das projeções do Setor Noroeste, que começará a ser licitado no mês que vem. As condições da concorrência pública estão praticamente estabelecidas, só falta o preço. A estatal criou uma comissão para fazer a avaliação do terreno de 825 hectares onde será erguido o novo bairro destinado à classe média alta brasiliense. Os preços são mantidos sob sigilo, mas, quem quiser morar no último terreno disponível na área tombada de Brasília, deve preparar o bolso. Cada projeção vai sair entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões para as construtoras. Assim, os interessados em comprar um imóvel de 100 metros quadrados no local dificilmente desembolsarão menos de R$ 600 mil. A expectativa do setor imobiliário é que o metro quadrado do Noroeste custe R$ 6 mil.

O Noroeste terá um padrão parecido com o do Sudoeste e das asas Sul e Norte. Como fica na área tombada, os edifícios deverão respeitar o limite de seis pavimentos erguidos sobre pilotis. Mas ao contrário do Sudoeste, o setor não terá área econômica, onde são ofertados apartamentos menores e mais baratos. Até o fim do ano, a Terracap quer vender 55 projeções — o equivalente a cinco quadras. Cada terreno tem mil metros quadrados, mas as construtoras podem ocupá-lo como quiserem. Não há padrão estabelecido para o tamanho e a quantidade de apartamentos.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi), Adalberto Valadão, acredita que os primeiros prédios devem ter apartamentos de três ou quatro quartos. “Atualmente, há uma demanda reprimida por imóveis para a classe alta, que quer apartamentos maiores e mais confortáveis. Depois das primeiras vendas, o mercado vai se adaptar ao que a população pedir”, explica. Segundo ele, o preço estimado para a venda de cada projeção chega a ser três vezes mais alto que o dos terrenos de tamanhos equivalentes em Águas Claras, que custam R$ 4 milhões. “O mercado espera que o preço seja menor que R$ 10 milhões porque a área ainda não estará formada, não há nenhuma infra-estrutura no local”, afirma.


Apartamentos na planta
O corretor de imóveis Leonel Alves, conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e especialista em venda de novos empreendimentos, avisa: quem quiser morar ou investir no Noroeste deve comprar logo as primeiras unidades colocadas à venda. Segundo ele, depois que um imóvel vendido na planta fica pronto, tem uma valorização de 30% a 35%. “Os primeiros prédios deverão ser entregues em 30 meses e a infra-estrutura completa do bairro deve demorar cinco anos para ficar pronta. Por isso, o preço será de R$ 6 mil. Quando o Noroeste estiver urbanizado, será ainda maior”, diz.

Leonel conta que, há três meses, um novo empreendimento foi lançado no Sudoeste e os valores estão a R$ 10 mil por metro quadrado. Na 116 Norte, um prédio que será entregue em dezembro do ano que vem está com 70% dos apartamentos vendidos, e quem comprou um imóvel no local, pagou uma média de R$ 7,5 mil por metro quadrado. Segundo ele, há quitinetes prestes a serem lançadas no Sudoeste a um preço de R$ 6 mil por metro quadrado. “Os imóveis no Plano Piloto têm uma valorização muito rápida porque a demanda de pessoas querendo morar no centro da cidade é muito grande. Em 2001, vendíamos apartamentos novos no Sudoeste por R$ 1,8 mil o metro quadrado. Em sete anos, o preço subiu para R$ 10 mil o metro quadrado”, lembra.

O Setor Noroeste tem até endereço. As quadras residenciais serão precedidas pela sigla SQNW (Superquadra Noroeste) e as comerciais serão CLNW (Comércio Local Noroeste) e CRNW (Comércio Regional Noroeste). O bairro nasce valorizado porque será o primeiro conjunto habitacional verde do país. A construção dos prédios deverá obedecer a conceitos ecologicamente corretos, como redução de custos de energia elétrica, reaproveitamento de água da chuva e estímulo ao uso de energia solar. As construções usarão painéis solares e as calçadas, ciclovias e estacionamentos serão construídos com material permeável para facilitar a absorção da água pelo solo.

Toda a preocupação ambiental se deve ao fato de o bairro ser vizinho ao Parque Nacional de Brasília e ao Burle Marx, que será integrado ao Noroeste. Apenas uma via interna, sem grande fluxo de veículos, vai separar os prédios do parque. Ao todo, serão 20 quadras, todas voltadas para o Burle Marx, com 220 blocos residenciais e 122 comerciais. A Terracap quer lançar o edital de licitação das primeiras projeções no começo do mês que vem, assim que conseguir o registro imobiliário da área. O processo está no Cartório do 2º Ofício de Registro de Imóveis do DF, que tem até 4 de setembro para analisar se a documentação entregue pela estatal está completa.

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